19 de Novembro de 2009

 

     

 

      ... de um chá bem quente...

      Alguém me acompanha?

 

publicado por Cris às 23:08

18 de Novembro de 2009

 

       

 

      ... quando, a cada esquina percorrida, encontras um peditório, uma recolha de "o que puder dar", uma banquinha com bonequinhas, bolinhas, canetinhas e outros "inhas" para ajudar uma qualquer causa...

 

 

      E que tem isso de mal? Perguntam e muito bem... Não tenho nada contra ajudar o próximo, muito pelo contrário sempre que posso não deixo de ajudar quem precisa... O que me incomoda é ser pressionada desta forma a ajudar! Fazerem-nos sentir mal apontando os nossos filhos saudáveis em detrimento de outros que não têm o que comer, apanhando-nos quando fechamos a carteira numa qualquer caixa de supermercado... entre tantos outros exemplos que bem devem conhecer!

      Gosto de ajudar sim, mas gosto de o fazer com conta, medida e conhecimento do fim destinado à minha contribuição!

      Posto isto, tomei uma decisão que ponho em prática de há dois anos para cá: me perdoem estes jovens que o fazem com a melhor das intenções, mas não vou parar em qualquer dessas bancas, não vou contribuir sempre que me batem à porta com o calendário da praxe, não vou ficar com peso na consciência quando for censurada por esta atitude... Todos os anos escolho uma instituição, reservo um valor que considero justo ou os bens que fazem falta à mesma, e ajudo assim, com conta, medida e conhecimento do fim dado ao meu contributo!!

      Claro que isto não invalida as doações de roupa, calçado e brinquedos, de alimentos para o banco alimentar, de livros e objectos que já não uso, que também faço, com todo o gosto, ao longo de todo o ano!! 

     

publicado por Cris às 23:27

17 de Novembro de 2009

 

          

 

      ... que o Outono tem de ser 'cinzentão'?!

 

      O que eu gosto de ouvir o estalar das folhas secas debaixo dos pés!!

 

publicado por Cris às 23:30

16 de Novembro de 2009

 

       

 

      Não tenho por hábito escrever 'posts' muito longos, sei que na correria das nossas rotinas nem sempre há tempo para ficar a ler textos muito extensos... Mas não pude ficar indiferente a esta "carta aos pais" desse escritor, poeta, professor, que tanto admiro, Rubem Alves... Ele fala-nos do preconceito contra as pessoas/crianças diferentes de uma forma tão simples e ainda assim tão certeira, sem tabus ou eufemismos... É bom que reflictamos sobre esta realidade a que não podemos ser indiferentes só porque não nos tocou directamente... Agora que, mais que nunca, convivo com estas crianças, sei como é importante para elas não serem olhadas de lado, com pena ou repulsa... são especiais sim, seres incrivelmente especiais, que merecem todo o nosso respeito e, acima de tudo, ser olhadas como nossos semelhantes, com as diferenças a que todos e cada um tem direito... Não devemos esquecer nunca que deficiências todos temos, ou teremos, como nos prova Rubem Alves neste texto surpreendente. Se tiverem um pouco de paciência, vale realmente a pena ler até ao fim!!

 

 

«Também sou pai e portanto compreendo. Vocês querem o melhor para o filho, para a filha.

A melhor escola, os melhores professores, os melhores colegas. Vocês querem que filhos e filhas fiquem bem preparados para a vida.
A vida é dura e só sobrevivem os mais aptos. É preciso ter uma boa educação.
Compreendo, portanto, que vocês tenham torcido o nariz ao saber que a escola ia adotar uma política estranha: colocar crianças deficientes nas mesmas classes das crianças normais. Os seus narizes torcidos disseram o seguinte: Não gostamos. Não deveria ser assim! O problema começa com o fato de as crianças deficientes serem fisicamente diferentes das outras, chegando até mesmo, por vezes, a ter uma aparência esquisita. E isso cria, de saída, um mal-estar, digamos estético. Vê-las não é uma experiência agradável.
É preciso se acostumar. Para complicar há o fato de as crianças deficientes serem mais lerdas: elas aprendem devagar. As professoras vão ser forçadas a diminuir o ritmo do programa para que elas não fiquem para trás. E isso, evidentemente, trará prejuízos para nossos filhos e filhas, normais, bonitos, inteligentes. É preciso ser realista; a escola é uma maratona para se passar no vestibular. É para isso que elas existem. Quem fica para trás não entra. O certo mesmo seria ter escolas especializadas, separadas, onde os deficientes aprenderiam o que podem aprender, sem atrapalhar os outros.
Se é assim que vocês pensam eu lhes digo: Tratem de mudar sua maneira de pensar rapidamente porque, caso contrário, vocês irão colher frutos muito amargos no futuro. Porque, quer vocês queiram quer não, o tempo se encarregará de fazê-los deficientes.
É possível que na sua casa, num lugar de destaque, em meio às peças de decoração, esteja um exemplar das Escrituras Sagradas. Via de regra a Bíblia está lá por superstição. As pessoas acreditam que Deus vai proteger. Se assim fosse, melhor que seguro de vida seria levar uma Bíblia sempre no bolso. Não sei se vocês a lêem. Deveriam. E sugiro um poema sombrio, triste e verdadeiro do livro de Eclesiastes.
O autor, já velho, aconselha os moços a pensar na velhice. Lembra-te do Criador na tua mocidade, antes que cheguem os dias das dores e se aproximem os anos dos quais dirás: "Não tenho mais alegrias." Antes que se escureça a luz do sol, da lua e das estrelas e voltem as nuvens depois da chuva... Antes que os guardas da casa comecem a tremer e os homens fortes a ficar curvados. Antes que as mós sejam poucas e pararem de moer. Antes que a escuridão envolva os que olham pelas janelas. Antes que as pessoas se levantem com o canto dos pássaros. Antes que cessem todas as canções. Então se terá medo das alturas e se terá medo de andar nos caminhos planos. Quando a amendoeira florescer com suas flores brancas, quando um simples gafanhoto ficar pesado e as alcaparras não tiverem mais gosto. Antes que se rompa o fio de prata e se despedace a taça de ouro e se quebre o cântaro junto à fonte e se parta a roldana do poço e o pó volte à terra... Brumas, brumas, tudo são brumas. (Eclesiastes 12: 1-8)
Os semitas eram poetas. Escreviam por meio de metáforas. Metáfora é uma palavra que sugere uma outra. Tudo o que está escrito nesse poema se refere a você, a mim, a todos. Antes que se escureça a luz do sol. Sim, chegará o momento em que os seus olhos não verão como viam na mocidade. Os seus braços ficarão fracos e tremerão no seu corpo curvo. As mós - seus dentes não mais moerão por serem poucos. E a cama pela manhã, tão gostosa no tempo da mocidade, ficará incômoda. Você se levantará tão cedo quanto os pássaros e terá medo de andar por não ver direito o caminho. É preciso ser prudente porque os velhos caem com facilidade por causa de suas pernas bambas e podem quebrar a cabeça do fêmur. Pode até ser que você venha a precisar de uma bengala. Por acaso os moinhos pararão de moer? Não, os moinhos não param de moer. Mas você parará de ouvir. Você está surdo. Seu mundo ficará cada vez mais silencioso. E conversar ficará penoso. Você verá que todos estão rindo. Alguém disse uma coisa engraçada. Mas você não ouviu. Você rirá, não por ter achado graça, mas para que os outros não percebam que você está surdo.
Você imaginou uma velhice gostosa. E até comprou um sítio com piscina e árvores. Ah! Que coisa boa, os netos todos reunidos no "Sítio do Vovô", nos fins de semana! Esqueça. Os interesses dos netos são outros. Eles não gostam de conviver com deficientes. Eles não aprenderam a conviver com deficientes. Poderiam ter aprendido na escola mas não aprenderam porque houve pais que protestaram contra a presença dos deficientes.
A primeira tarefa da educação é ensinar as crianças a serem elas mesmas. Isso é extremamente difícil. Fernando Pessoa diz: Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim. Freqüentemente as escolas esmagam os desejos das crianças com os desejos dos outros que lhes são impostos. O programa da escola, aquela série de saberes que as professoras tentam ensinar, representa os desejos de um outro, que não a criança. Talvez um burocrata que pouco entende dos desejos das crianças. É preciso que as escolas ensinem as crianças a tomar consciência dos seus sonhos!
A segunda tarefa da educação é ensinar a conviver. A vida é convivência com uma fantástica variedade de seres, seres humanos, velhos, adultos, crianças, das mais variadas raças, das mais variadas culturas, das mais variadas línguas, animais, plantas, estrelas. Conviver é viver bem em meio a essa diversidade. E parte dessa diversidade são as pessoas portadores de alguma deficiência ou diferença. Elas fazem parte do nosso mundo. Elas têm o direito de estar aqui. Elas têm direito à felicidade.
Sugiro que vocês leiam um livrinho que escrevi para crianças, faz muito tempo: Como nasceu a alegria. É sobre uma flor num jardim de flores maravilhosas que, ao desabrochar, teve uma de suas pétalas cortada por um espinho. Se o seu filho ou sua filha não aprender a conviver com a diferença, com os portadores de deficiência, e a ser seus companheiros e amigos, garanto-lhes: eles serão pessoas empobrecidas e vazias de sentimentos nobres. Assim, de que vale passar no vestibular?
Li, numa cartilha de curso primário, a seguinte estória: Viviam juntos o pai, a mãe, um filho de 5 anos, e o avô, velhinho, vista curta, mãos trêmulas. Às refeições, por causa de suas mãos fracas e trêmulas, ele começou a deixar cair peças de porcelana em que a comida era servida. A mãe ficou muito aborrecida com isso, porque ela gostava muito do seu jogo de porcelana. Assim, discretamente, disse ao marido: Seu pai não está mais em condições de usar pratos de porcelana. Veja quantos ele já quebrou! Isso precisa parar. O marido, triste com a condição do seu pai mas, ao mesmo tempo, sem desejar contrariar a
mulher, resolveu tomar uma providência que resolveria a situação. Foi a uma feira de artesanato e comprou uma gamela de madeira e talheres de bambu para substituir a porcelana. Na primeira refeição em que o avô comeu na gamela de madeira com garfo e colher da bambu o netinho estranhou. O pai explicou e o menino se calou. A partir desse dia ele começou a manifestar um interesse por artesanato que não tinha antes. Passava o dia tentando fazer um buraco no meio de uma peça de madeira com um martelo e um formão. O pai, entusiasmado com a revelação da vocação artística do filho, lhe perguntou: O que é que você está fazendo, filhinho? O menino, sem tirar os olhos da madeira, respondeu: Estou fazendo uma gamela para quando você ficar velho.
Pois é isso que pode acontecer: se os seus filhos não aprenderem a conviver numa boa com crianças e adolescentes portadores de deficiências eles não saberão conviver com vocês quando vocês ficarem deficientes.»
                                   Rubem Alves
 
 
publicado por Cris às 23:19

13 de Novembro de 2009

 

         

 

      Do T. (7 anos):

      «Sabias que tenho um sapo em casa? Um sapo muito grande! Às vezes salto para cima dele e andamos pela casa fora...»

 

      ... para muitos: mentira descarada; para mim: deliciosa fantasia de criança!!!

 

publicado por Cris às 20:25

12 de Novembro de 2009

                      

 

      ...demasiado friorenta ao ponto de já não dispensar a malhinha e o cachecol ou há pessoas que teimam em prolongar o Verão com a sua eterna manguinha curta?

 

publicado por Cris às 22:36

10 de Novembro de 2009

 

              

 

            ... ficar a olhar para os meus filhos enquanto dormem!!

 

publicado por Cris às 22:56

09 de Novembro de 2009

 

               

 

      E eu a sonhar em regressar mais cedo a casa... Hoje eram quase 19 horas, amanhã será mais tarde!! Está difícil acompanhar o ritmo nesta escola... Por ali vive-se a mil à hora!!

 

      Como se isso não bastasse, segundas e quintas os homens da casa têm piscina até às 19.45. Chegam cansados e esfomeados - resultado: o ritmo frenético continua em casa a preparar jantar e afins para o regresso dos guerreiros... terminado o jantar há uma panóplia de tarefas domésticas à minha espera, ler a história da noite, as ajudas nos TPCs do Nuno, a preparação escolar do dia seguinte pela noite dentro... Ufff! Preciso de mais corda!!

 

      A este ritmo sobra-me pouco tempo para visitar os amigos que fui conhecendo neste mundo virtual... nos "buraquitos" lá vou, saltitando pelos vossos cantinhos, mas acabo, muitas vezes, por não deixar sinal da minha passagem... Agradeço, no entanto, a vossa presença por aqui, são sempre muito bem vindos ainda que nem sempre tenha tempo para vos receber devidamente...

 

publicado por Cris às 22:19

07 de Novembro de 2009

 

        

 

                  ... à hora das gaivotas...

                                  (a frase é dos Xutos, o sentimento é também o meu!)

 

publicado por Cris às 23:40

06 de Novembro de 2009

 

               

 

      Há uns meses atrás o governo anunciou, aos sete ventos, esse programa interessante que consistia em patrocinar consultas ao dentista para crianças, grávidas, idosos... Achei óptimo porque considero que as idas ao dentista não devem ser vistas como questões estéticas mas como uma necessidade em termos de saúde... E a verdade é que cada consulta e tratamentos não estão propriamente à altura de qualquer bolsa...

      Felizmente os dentinhos do Nuno têm sido bem acompanhados e, quando em Junho nos chegou, através da escola, o famoso cheque-dentista, com a validade de um ano não me preocupei em marcar logo, aguardando pela consulta de rotina seguinte que veio a acontecer em Outubro. Até aqui tudo certo! Fomos à consulta e até ficámos a saber que teríamos direito a outro cheque se usufruído dentro do prazo inicialmente estipulado, portanto até Junho de 2010! Marcámos para Abril...

      Ontem recebi um telefonema da clínica informando-me que alguns cheques-dentista estão a ser devolvidos com a indicação de terem ultrapassado a validade que iria apenas até... espantem-se... Outubro! - hummmm, mais uma estratégia eleitoral?!!

 

      Já foi, entretanto, enviado novo pedido... veremos se teremos direito à segunda consulta!!

 

publicado por Cris às 23:15

05 de Novembro de 2009

 

         

 

      Com "pezinhos de lã" e sussurros matreiros, ele vai-se insinuando...

     Sinais reveladores? Tiritar pela manhã... Ligar o aquecedor ao fim da tarde... Experimentar aquele casaco mais quentinho e já não o tirar... O cobertor esquecido no sofá...        

publicado por Cris às 22:56

04 de Novembro de 2009

 

                    

 

      Notícia feliz do dia: acabaram as intercalares!! Tão bom regressar mais cedo a casa já a partir de amanhã!!!

 

      Notícia preocupante dos últimos dois dias: já há registos de Gripe A na "nossa" escola!!!

 

publicado por Cris às 22:43

Que a poesia

encha o teu dia

 

Que o teu dia

encha a poesia

 

Que o teu dia

e a poesia

 

Te encham

de alegria

 

Carvalho Marques

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Em cima da hora...
Leitura do dia

A História de Edgar Sawtelle

Pausa para reflectir:

 

 

"E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar."
      Susana Tamaro

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"...quando a estrada fica interrompida,
o desvio pode ser interessante..."

Martha Medeiros

 

 

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